quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Se fores atrás de coelho e souberes que vais cair...

One pill makes you larger
And one pill makes you small,
And the ones that mother gives you
Don't do anything at all.
Go ask Alice
When she's ten feet tall.
And if you go chasing rabbits
And you know you're going to fall,
Tell 'em a hookah smoking caterpillar
Has given you the call.
Call Alice
When she was just small.
When the men on the chessboard
Get up and tell you where to go
And you've just had some kind of mushroom
And your mind is moving low.
Go ask Alice
I think she'll know.
When logic and proportion
Have fallen sloppy dead,
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen's "off with her head!"
Remember what the dormouse said:
"Feed your head. Feed your head. Feed your head"


ALBERT AYLER -O que é a improvisação?

Joseph Beuys

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

- Oração a Santo António. - Oração por um enfermo. -

Comemora-se hoje o dia de nascimento de Santo António, ainda que o feriado se deva ao dia da Ascenção aos Céus de Maria Mãe de Jesus.





Os símbolos não são todos iguais mas a relação que temos com eles é de alguma forma idêntica. Os símbolos pretendem tornar apreensíveis energias que desconhecemos mas que sentimos existirem. Com os símbolos é mais fácil apaziguar multidões, mas também de igual modo focar a atenção individual e fazer a concentracção na energiaa interior que é fundamental.
 Sem os símbolos não haveria identificação e sem ela não haveria nem comunhão nem religação. Não há símbolos maus, mas a metalinguagem que remetem ou projectam na acção pode revestir-se de atitudes devastadoras ou feitos intoleráveis. Os símbolos não corrompem mas os significados que lhes atribuímos esses sim podem corromper e levar à salvação ou à destruição.

Jean Dubuffet

domingo, 14 de agosto de 2011

Merda d'artista. O que estará dentro de uma lata de merda, que um artista disse conter a sua merda.

Há artistas que são uma merda.

Há artistas que só fazem merda.
Há artistas que por mais merda que façam são sempre recebidos com aplauso.
Há artistas que mesmo quando estão a fazer merda o que fazem tem préstimo.
Há artistas tão desconcertantes que ninguém acredita, nem neles, nem na merda que fazem.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

José Manuel Osório canta quadras populares. Viva José Manuel Osório.

The Delgados

Frank Turner

ONDE FICA O TEU HIPOCAUSTO?

Hipocausto (latim: hypocaustum) é uma palavra de origem grega cujo significado literal é "acesso por baixo": hypo significa "sob", "por baixo de" e kaiein, "acender".

O hipocausto era um sistema de aquecimento, geralmente do período romano, em que o ar aquecido numa fornalha circulava sob o pavimento de um edifício e daí através de tijolos perfurados colocados no interior das paredes.
O hipocausto permitia o aquecimento das águas que circulavam nos edificios das famílias abastadas e que lhes proporcionavam os banhos quentes em tanques e piscinas com água a diversas temperaturas. Os hipocaustos xistiam também nos banhos públicos. Sendo verdade que muitas destas termas aproveitavam nascentes de água quente muitas delas tinham um praefurnium onde era aquecida água e se fazia a circulação de vapor. Para este desgastante esforço de fogueiro usava-se mão de obra escrava. A dureza da tarefa talvez só tivesse paralelo com a escravatura nas galés ou na extracção mineira.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Para Isabela Figueiredo - Mãe Preta cantada por Maria da Conceição

video
Agradecimento ao criador do vídeo Reverência aos autores da música e letra Caco Velho e Piratini. Reverência especial a MARIA DA CONCEIÇÃO.

Monangambé - Rui Mingas

Para a Isabela Figueiredo.
Para todos os que têm memória dos instantes dolorosos perdidos no tempo; para os que não conseguem impedir que na sua memória eles permanentemente voltem a acontecer; para os que sofreram; para os que sofrem; para os que ultrapassaram a dor.




Com gratidão a Imdoliveira pelo vídeo. Com reverência a Rui Mingas e a todos os contratados.


early in mornin'

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Cecil Taylor passou aqui por Lisboa.

Dizem que é um erudito, que estudou tudo da dita música erudita ocidental. Dizem que perpassa por ele Scriabin, Bartok, Boulez, ...embora eu não pense que isso seja um elogio. O piano é bem um instrumento de percussão ainda que nunca se pense nisso quando os dedos deslizam rápido no teclado. Ele fez questão de afirmar que pensa no piano como 88 tambores afinados. Gosta de tocar no Bösendorfer Imperial que para muitos pianistas é o melhor piano do mundo
 e tem mais 9 teclas num total de 97.
É um artista completo, compõe poesia como compõe música pinta como compõe, conheceu Miró e releva isso como um dos afortunados períodos da sua vida. Não lamenta os anos em que teve várias ocupações para sobreviver entre as quais a de motorista de táxi em Nova York. Pensando nisso alguma da sua música é como que o fluir do tráfego de uma grande cidade cheia de gente que regressa a casa após um dia de trabalho duro e mal pago. Os clarões dos reclames de néon e os relâmpagos da tempestade de uma noite de inverno estão lá. Outras vezes só o espaço da Natureza vasta e sem explicação à qual se deve respeito e reverência. Dizem que se sente orgulhoso da sua ancestralidade nativa de origem Cherokee e Kiowa, uma herança que foi maldita como a sua música também foi.
Tudo isto deveria ser contado a nós e a outros futuros por isso diz que está a pensar arranjar alguém que o possa ouvir contar tudo o que ainda não sabemos. Fico à espera.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Eis que chegou o mago da cartola



Eis que chegou o mago da cartola
Maravilha assim não se explica
Mandou o pinto para a escola
E disse que por aqui não fica

Diz que ainda não vimos nada
Do que fará desaparecer no ar
Julgaremos um dia mal fadada
A hora que o viu chegar

Da manga tira cartas
Duques e ternos passam a ases
Das mesas menos fartas
Consegue encher cabazes

Diz dividir o mal pelas aldeias
Caminho toma para a cidade
Do alheio as algibeiras vão cheias
Troca o devido por caridade

Tirou um coelho da cartola
Mais um enxame de carrapatos
Quem não quer, para Angola
Que vá pentear macacos.