segunda-feira, 30 de setembro de 2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O temporal desta madrugada despedaçou a gigantesca Bandeira Nacional que flamulava no alto do Parque Eduardo VII.






A Bandeira Nacional ao despedaçar-se de maneira tão particular, provocou nos espíritos mais interpretativos, leituras
semióticas que traçam o retrato do país.
O Vermelho que é a cor do sangue, a força da própria Nação, é lançado aos quatro ventos que assim desbaratam para o exterior a Vitalidade, a Força Criativa e Produtiva de Portugal.
A Esfera Armilar que foi de seguida destroçada em pedaços é a imagem do passado histórico que por mais ilustre não deixa de ser vão perante a ignorância e o menosprezo alheio.
Ficou para o final o Verde, expressão do Chão que conquistámos para ser nossa raiz e que é a Esperança que sempre acalentámos no esforço comum de Estado Soberano. O verde também caiu e o vento o levou. Restou o mastro nu e vago.

Foto do jornal "Sol".

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Raios-Relâmpagos-Trovões

À nossa volta caem raios! Entre os relâmpagos que nos cegam e o estrondo que nos arrepia as orelhas e nos agita as entranhas é preciso pensar, procurar defesa, encontrar abrigo.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Eva Cassidy - Fields of Gold (Ao vivo no Blues Alley)



You'll remember me when the west wind moves
Among the fields of barley
You can tell the sun in his jealous sky
When we walked in fields of gold

So she took her love for to gaze awhile
Among the fields of barley
In his arms she fell as her hair came down
Among the fields of gold

Will you stay with me will you be my love
Among the fields of barley
And you can tell the sun in his jealous sky
When we walked in fields of gold

I never made promises lightly
And there have been some that I've broken
But I swear in the days still left
We'll walk in fields of gold
We'll walk in fields of gold

I never made promises lightly
And there have been some that I've broken
But I swear in the days still left
We'll walk in fields of gold
We'll walk in fields of gold

Many years have passed since those summer days
Among the fields of barley
See the children run as the sun goes down
As you lie in fields of gold

You'll remember me when the west wind moves
Among the fields of barley
You can tell the sun in his jealous sky
When we walked in fields of gold
When we walked in fields of gold
When we walked in fields of gold



Letra e música de Sting

domingo, 22 de setembro de 2013

Outono

Os Plátanos majestosos criavam um espaço mágico. As risadas e os gritos das correrias do jogo da apanhada ecoavam ali como num átrio de catedral.
As copas daquelas grandes árvores abrigavam uma atmosfera fresca e protectora na qual até os adultos permaneciam crianças. Ali chegados à tardinha era vê-los trocarem os bancos do jardim por aquele chão estofado de folhas e ali ficarem despreocupados a ler ou a dormitar. Era assim que se sabia do Outono, pelas cores daquelas magníficas folhas serrilhadas que se desprendiam do alto, em voos suaves e ondulantes como pássaros que procuram o melhor sítio para pousar. 
Eu apanhava folha atrás de folha até que nas mãos não coubessem mais colecções. 
Sem saber fazia mostruários de cores que tinham nomes exóticos: Sépia, Vermelhão, Carmim, Carmesim, Terra de Siena, Ocre, Amarelo de Nápoles, Âmbar, Açafrão...
Nomes que tinham os cheiros e os sabores dos frutos de todas as Estações do Ano: Laranja, Cenoura, Cereja, Morango, Amora, Romã, Castanha...
Nomes que tinham um perfume intenso e a doçura do mel: Café, Chocolate, Caramelo, Capilé, Groselha...
Mas não se podia ficar por ali, só com aquelas cores mornas de sol crepuscular. Havia ainda os verdes!
Ao contrário das estátuas de bronze que no jardim esverdeavam com o passar do tempo as folhas verdes bronzeavam e ficavam douradas. Algumas delas porém guardavam o verde por mais alguns dias dando àquele chão almofadado a riqueza cromática de uma tapeçaria.
Então lá ía em busca das folhas verdes: O Verde Oliva, o Verde de Chartres, o Verde Sapo, o Verde...


 

sábado, 21 de setembro de 2013

As folhas mortas

Les Feuilles mortes 
Poema de Jacques Prévert e música de Joseph Kosma.
Canta magníficamente Henriette Ragon, que os francófilos conhecem por Patachou.
Patachou nasceu a 10 de Junho de 1918 e tem agora 95 anos.
Imagens belíssimas de Christine Bruel.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Eva Cassidy - Autumn Leaves

Eva Cassidy  nasceu a 2 de Fevereiro de 1963.
Dizem que era tímida. Apesar disso empenhou-se na luta contra a discriminação racial e social. Cantava em casamentos, festas, e espectáculos de vária ordem. Nunca conseguiu um contrato com uma editora. Só em 1996 viria a gravar um disco em estúdio. Adoeceu nesse mesmo ano. Foi-lhe diagnosticado melanoma já com metástases. A doença rápidamente progrediu. Veio a falecer precocemente a 2 de Novembro de 1996 com 33anos.



domingo, 15 de setembro de 2013

VICTOR JARA - LA PARTIDA


Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage nasceu neste dia em 1765




Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;

Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos por taça escura
De zelos infernais letal veneno;

Devoto incensador de mil deidades
(Digo, de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades;

Eis Bocage, em quem luz algum talento.
Saíram dele mesmo estas verdades,
Num dia em que se achou mijando ao vento.

Num dia em que se achou mais pachorrento.

sábado, 14 de setembro de 2013

Linguajar da Gerência:


O Trainee no green em acção de coaching adquire competências em team building.

Português corrente:
 Trabalhar de Borla em estágios sem salário ou de baixa remuneração.



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

ZAMBA PARA OLVIDARTE




Autor poema : Quintana
Autor música: Daniel Toro






No sé para qué volviste
Si ya empezaba a olvidar, 
No sé si ya lo sabrás,
Lloré cuando vos te fuiste
No sé para qué volviste, 

Qué mal me hace recordar!

La tarde se ha puesto triste

Y yo prefiero callar 
Para qué vamos a hablar
De cosas que ya no existen
No sé para qué volviste, 

Ya ves, que es mejor no hablar

Qué pena me da saber que al final 

De este amor ya no queda nada
Sólo una pobre canción da vueltas por mi guitarra...
¡Y hace rato que te extraña mi zamba para olvidar!

Mi zamba vivió conmigo

Parte de mi soledad 
No sé si ya lo sabrás,
Mi vida se fue contigo 
Contigo, mi amor, contigo...
¡Qué mal me hace recordar!

Mis manos ya son de barro,

Tanto apretar al dolor 
Y ahora que me falta el sol,
No sé qué venís buscando
Llorando, mi amor, llorando,

También olvidame vos...

Qué pena me da saber que al final 
De este amor ya no queda nada
Sólo una pobre canción da vueltas por mi guitarra...
¡Y hace rato que te extraña mi zamba para olvidar!








Potencial Terra


domingo, 1 de setembro de 2013

MORRA COELHO NÃO FAZ CÁ FALTA




Estava um cidadão grafitando uma parede;

MORRA COELHO  NÃO  FAZ CÁ FALTA

quando aparecem os agentes da autoridade para o prender por incentivo ao homicídio.
O cidadão levantando as mãos  responde aos polícias dizendo:

-Mas senhores guardas, eu gosto imenso de Coelho e se vossas excelências me permitirem acabar de escrever a frase, compreenderão que é verdade o que digo.

Os polícias concordaram, mais por diversão do que por sentido de justiça, e o homem acrescentou a pontuação em falta.



MORRA COELHO? NÃO! FAZ CÁ FALTA.






Esta pequena história era contada antigamente nas escolas na disciplina de Língua Portuguesa para explicar a importância da pontuação numa frase.
Nesse tempo ainda era recente a memória de uma governação em que não havia democracia.
A presença repressora do tirano e das suas polícias pairavam como uma núvem de trovoada. Havia um ambiente de opressão como se fosse proibido respirar fundo.
Hoje nestes tempos democráticos em que vivemos: Governo do Povo, com os representantes do Povo, governando para o Povo, talvez não se consiga entender o impacto que o nome do chefe de governo antigo tinha comparativamente com a utilização do nome do chefe de governo actual. Nesse tempo antigo de sujeição, de sacrifício e miséria tudo era diferente. Hoje tudo mudou e até a privação e a miséria mudaram de nome. Hoje chamam-se austeridade.