domingo, 7 de junho de 2015

Céu de areia.

Ventos quentes do deserto sopram areias finas.
Erguem no ar poeiras de cores quentes: vermelhas e amarelas. 
O ar ascendente turva o azul celeste 
e as núvens confundem-se 
e precipitam gotas alaranjadas de chuva:
São as lágrimas dos que partem e nunca chegam; 
São lágrimas dos que ficam esperando, 
de olhos sêcos.


2 comentários:

Sandra Louçano disse...

Muito bonito o poema e o desenho.
Deixo um beijinho e votos de um bom domingo.

Carmem Grinheiro disse...

Bonito desenho e bonito poema. Ai, os ventos...