segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Conto triste de Carnaval.





Era Carnaval.
Os miúdos riscavam bigodes com pedaços de carvão.
Quis ser como os outros.
Riscaram-lhe uns bigodes. Foi mostrar ao pai.
O homem deu-lhe uma bofetada:
“- Que lindo serviço! Vá já lavar esse focinho, seu porco.”




































Para a Luísa que como eu gosta da alegria que a folia do Carnaval proporciona.





domingo, 15 de fevereiro de 2015

Tó Zé Vale, Máscara Portuguesa de Trás-os-Montes.

Este tipo de máscaras eram tradicionalmente usadas na Festa dos Rapazes dedicada a Santo Estevão. A Festa mantém-se até hoje no mês de Dezembro e é uma reminiscência das comemorações do Solstício de Inverno anteriores ao Cristianismo.
A importância do "mascarado" como Alter ego na catarse da comunidade era tão relevante que se por fatalidade um deles falecêsse durante o seu desempenho como Careto o seu corpo não poderia ser sepultado em "Campo Santo".
Actualmente estas máscaras são também usadas durante o Domingo e a Terça-feira de Carnaval.

Careto em madeira de castanho, máscara feita por Tó Zé Vale de Vila Boa de Ousilhão, Vinhais. 


Caraça 2

Domingo Gordo.

O Entrudo em Portugal é frio: É a Festa do Inverno; é a "Festa dos Loucos"; é a alegria de parecer e até ser o que se não é; é a festa do Sacrifício e do Carnaval. 
 

Caraça para o Domingo Gordo.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

domingo, 8 de fevereiro de 2015

sábado, 7 de fevereiro de 2015

O paradoxo do archeiro

























 
Morriam novos os velhos
Sem que os soubéssemos novos
Cada morte uma ave vencida
pelo Paradoxo do Archeiro
 O rigoroso enlace 
da curva da frecha...
O gume da lâmina,
a linha do peito que era e se sustinha,
falecendo no ar,
falecendo...
O que foi e o que agora falece
vibrando ainda como o fio do arco
ou a membrana do tímpano
estremecendo retardada 
pelo que é ausente 
e em nós se tornou queda.