quarta-feira, 18 de outubro de 2017

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Os populares? Não senhores jornalistas!



Levam o tempo todo a aculturar, a alienar, a nivelar por baixo, a interromper a informação para ligar à conferência de imprensa do treinador de futebol, a abrir o noticiário com a lesão deste ou o golo do outro. Dirigem-se aos telespectadores tratando-os por “você” e depois referem-se aos concidadãos como sendo “os populares”. O termo parece inócuo mas não é!

Altaneiros e arrogantes, como titulares de alguma elite aristocrática, interrompendo quem se alimenta, importunando quem descansa, na essência são os arautos da conformidade e da conformação. São os colaboradores do conformismo e realmente fazem a notícia, acicatam, pedem cabeças, mas não formam nem informam.

Os populares não!
O povo, sim! Os vizinhos, sim! A população, sim! Os fregueses, os munícipes, os cidadãos, os voluntários sim! Sim! Sim, os que ajudam, os que auxiliam, os que cooperam, os que não são indiferentes, nem se alheiam.
Mas nem todos os jornalistas são maus, nem todos desejam bom dia a quem viu a casa arder, ou acabam de sorriso nos lábios após relatarem acrescido número na fatalidade dos incêndios. Há jornalistas que observam e descrevem o que vêem e fazem uma pergunta como esta que eu ouvi: “Como é possível uma zona industrial não ter instalado bocas-de-incêndio para que se possam usar no combate ao fogo?”






O problema agora já não é o fogo, o problema é a água.






Em Portugal o Terrorismo tem um nome próprio: Chama-se fogo posto.



















Os terroristas em Portugal têm um nome específico:
-Chamam-se incendiários!

Os fogos deste fim de semana com toda a destruição e morte que causaram tornaram claro que não é por haver vegetação que há fogo , que não é por haver mato sêco ou madeira acumulada que há incêndios. A chama necessita de alguém que a produza, alguém que risque um fósforo, alguém que maneje o isqueiro, alguém que forneça o isqueiro.



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Gato dormindo.


LUX PLATEARUM - Calçada portuguesa de Ernesto Matos e António Correia.

Há um desapreço pelo pavimento tradicional. Continuo a pensar que a melhor maneira de moderar, diminuir, a velocidade dos veículos em meio urbano não é a construção de rotundas nem a colocação de lombas mas sim a utilização de calcetamento basáltico vulgarmente conhecido por macadame. Da mesma maneira para não haver escorregadelas, entorses nos tornozelos ou nos joelhos e tacões presos entre as pedras do vidraço o melhor não é pavimentar com betão, mas sim contratar calceteiros profissionais, desenvolver com as universidades máquinas que possam tornar o trabalho de assentamento menos penoso e mais veloz. Enquanto ainda há calçada portuguesa podemos usufruir da sua beleza e perceber o que representa na nossa tradição cultural. Estes livros como os outros do mesmo autor documentam essa riqueza que distraídos pisamos diáriamente.



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

António Rosado faz soar de António Fragoso um Nocturno.





Ontem
fui ouvir António Rosado tocar o Concerto em Sol Maior, para Piano e
Orquestra de Ravel. É um privilégio poder ouvir António Rosado. Foi
acompanhado pela Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida por Emil
Tabakov.


Guardarei
na memória este concerto ao lado de outras interpretações que ouvi
gravadas de Arturo Benedetti Michelangeli ou de Martha Arguerich.







Luena


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Outono



Eu gostava do Outono,
Só se pode gostar da morte quando se é imortal.
gostava das cores vibrantes de vermelho e escarlate.
Desejar a morte não é gostar da morte,
é não aguentar o sofrimento.
Os plátanos despidos tinham cumprido a sombra,
com alegria rodopiávamos até derrubar o corpo
sobre o tapete almofadado das suas folhas.
Sentia-se o sol a desmaiar morno na aragem fresca
e a água do bebedouro, já sem necessidade,
jorrava a sua curva termal fria.
Havia castanhas assadas que empanturravam
e sabiam a madeira doce fumada,
com elas a permissão temporária
para molhar os lábios com o vinho claro
que chamavam água-pé 
e cheirava a morangos.
Havia romãs com graínhas amargas
que os dentes sangravam e sugavam 
até à autorização para cuspir.
Eu gostava do Outono
não me lembrava que com ele
vinha a escola e a falta de liberdade.





terça-feira, 22 de agosto de 2017

domingo, 20 de agosto de 2017

Imagens de combate aéreo a um fogo.

As fotografias mostram as descargas no combate a um incêndio, feitas sucessivamente por uma esquadrilha de três aviões em intervalo de passagem inferior a 30 segundos. Se outras fotografias se mostrassem poder-se-íam ver no combate mais dois hidro-aviões voando em sentido contrário em mergulho de maior aproximação do solo e três helicópteros, um dos quais com acrescida capacidade de carga, um helicóptero pesado, fazendo trajectórias de direcção perpendicular às que eram feitas pelos aviões. 
No combate apeado havia Bombeiros vindos de todo o País. No ar, incluindo os helicópteros de observação e coordenação, chegaram a estar 11 meios aéreos.





















Outras narrativas do Paraíso.